Minhas impressões sobre “Se eu ficar” e “Para onde ela foi” de Gayle Forman

Oi gente, hoje terminei de ler o livro “Para onde ela foi”, continuação do “Se eu ficar”, que fez muito sucesso e virou filme, e estava no cinema há pouco tempo.

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Bom, desde que li sobre “Se eu ficar”, eu quis assistir o filme. A história da Mia, que perdeu os pais e o irmão mais novo num acidente de carro e tem que decidir entre a vida e a morte me atraiu muito. Também ouvi muitos comentários sobre ele ser melhor que “A culpa é das estrelas” (ainda não assisti o filme, mas o livro, apesar de fofo e de fácil leitura não me emocionou muito).

Enfim, há um tempo fui na Livraria Saraiva, e como boa leitora, quis trazer a livraria inteira, mas como eu não podia, me contentei em comprar “Se eu ficar”, porque sempre prefiro ler os livros antes de ver os filmes.

Li o livro com facilidade e em pouco tempo, é fácil se deixar levar pela história da adolescente, filha de roqueiros, que namora um roqueiro e toca música clássica no Violoncelo. Mia é o oposto de seus grandes amores. Embora o acidente que acaba matando toda sua família seja contado logo no início do livro, é muito gostoso participar da vida deles, da rotina de uma família feliz. O romance dela com o Adam, um adolescente que está se tornando astro do rock é contado de uma forma realista, na minha visão.  Nada de conto de fadas, eles brigam, se desentendem; mas, sem dúvida, se amam.

Porém, o livro em poucos momentos me tocou, me fez encher os olhos do água. Um desses momentos foi o avô da Mia dando “permissão” para ela partir. Vou copiar aqui, porque acho esse trecho muito fofo:

“Tudo bem. Se você quiser partir. Todos nós queremos que você fique. Eu quero que você fique mais do que já desejei qualquer outra coisa na minha vida. Mas esta é a minha vontade e vejo que talvez possa não ser a sua. Então, eu só queria dizer que entendo se você decidir partir. Tudo bem se tiver que nos deixa. Tudo bem se você decidir parar de lutar.”

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Me arrepio só de transcrever isso.

Mesmo tendo lido o livro, quis ver o filme, e confesso, o filme superou minhas expectativas e pela primeira vez achei um filme melhor que o livro. Não é totalmente fiel ao livro, mas isso foi bom para o filme, e eu acabei formando um lago no cinema, de tanto que chorei.

A história é contada de uma forma tocante, entre a Mia no hospital e as lembranças dela, suas relações com a família dela e também com o Adam, suas alegrias e desafios, principalmente quando a Mia quer ir para Nova York estudar música e isso dificultaria muito o romance deles. Ah, não posso deixar de citar a Kim, melhor amiga da Mia, no filme ela não tem muito foco, mas simpatizei muito com ela pelos livros e pela amizade, também muito real delas, uma amizade que qualquer sortudo poderia ter de verdade, não algo que existe apenas na ficção.

No filme, o Adam é ainda mais fofo do que no livro, mesmo eles parecendo um casal real, sem contos de fadas, o que o Adam faz no hospital e como ele cuida dela é muito legal.

Vou transcrever aqui o pedido do Adam para que a Mia fique:

“Fique. Não há como descrever o que aconteceu com você. Não tem nem um ponto positivo nisso. Mas existe um motivo para você viver. E não estou falando de mim. É só que…não sei. Talvez eu esteja falando besteira. Sei que ainda não digeri o que aconteceu com seus pais, com Teddy…Tudo que consigo pensar é que vai ser uma merda se sua vida acabar agora. Sei que sua vida vai ser uma droga de qualquer jeito depois de tudo que aconteceu. E não sou idiota assim de achar que posso desfazer qualquer coisa, ou que qualquer outra pessoa possa. Mas não consigo me conformar com a ideia de que você não vai envelhecer, de que não vai para a Juilliard tocar o violoncelo na frente de uma plateia enorme para eles ficarem tão arrepiados quanto eu fico toda vez que vejo você pegar seu arco, toda vez que vejo você sorrir pra mim. Se você ficar, vou fazer tudo que você quiser, Vou sair da banda e vou para Nova York com você. Mas se quiser que eu saia da sua vida, vou fazer isso também […] Vai ser uma barra pesada para mim, mas posso agüentar. Aceito perder você desse jeito, mas eu não posso perde-la hoje. Vou deixa-la livre, se você ficar.”

No filme, é um pouco diferente, mas fofo ainda assim.

Nem no filme, nem no livro consigo ter a certeza que a Mia sobreviveu, apenas lendo o “Para onde ela foi”.

Enquanto no “Se eu ficar” a história é contada da visão da Mia, no “Pra onde ela foi”, temos o enfoque do Adam.

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Adam se torna um grande astro do rock, porém problemático e com um assunto proibido: Mia. Ele tem grandes dúvidas sobre o motivo pelo qual ela simplesmente sumiu da vida dele. E toda essa amargura, o inspirou a fazer os grandes sucessos da banda, mas fez ele perder o amor pela música.

Três anos depois, em Nova York, eles acabam se encontrando e Adam finalmente pode fazer as perguntas que o assombram. O livro inteiro narra mais ou menos 24 horas, e trás as lembranças do Adam, no mesmo estilo do “Se eu ficar”.

Então, Adam descobre que Mia ouviu a promessa dele e que se afastou porque sentia raiva por ele tê-la feito ficar, porque teria sido mais fácil partir e não tem que conviver diariamente com o fato de não ter mais sua família. Eles “aparam as arestas” e se libertam das dores do passado, e como não podia deixar de ser, continuam se amando, como sempre.

Acho que o que mais gostei nessas histórias é a possibilidade real delas. Nenhum dos dois foi totalmente altruísta, príncipe ou princesa. Eles tiverem desafios, ficaram separados, sentiram raiva um do outro, seguiram sua vida, sua carreira. Isso que me marcou na história. Além da doçura da família da Mia, a amizade dela com a Kim, a parceira e amizade da banda do Adam, o amor e os desafios do Adam e Mia. Pessoas sobrevivendo e vivendo da melhor forma possível a uma tragédia que eu não consigo imaginar como superar.

Recomendo a leitura e o filme, mas, levem lenços.

Beijos.

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