Todos têm seu Passageiro Sombrio

“A Série Dexter é baseada no romance policial “Darkly Dreaming Dexter”, de Jeff Lindsay, e conta a estória de um estranho homem chamado Dexter Morgan.Dexter é uma pessoa que já nasceu com instinto assassino. é adotado aos três anos de idade por Harry Morgan (James Remar) e Doris (Kathrin Middleton), depois de ter se tornado órfão. Após detectar sua tendência homicida, o pai de Dexter decide ensinar a ele um código no intuito de canalizar a raiva do filho para situações mais propícias à violência. Nesta nova lógica, Dexter deve matar apenas assassinos de pessoas inocentes com a condição de provar sua culpa. Ele inicia o desenvolvimento de diversas estratégias usando seu conhecimento e a experiência para realizar sua nova função.Ele é charmoso, bronzeado, encantador, tem um grande emprego, é ótimo com crianças e amável com sua namorada. Tudo isso faz dele um homem socialmente perfeito. Essa é a premissa de Dexter, a série dramática do Showtime que estreou no dia 01 de outubro de 2006. Michael C. Hall, de “Six Feet Under”, interpreta o personagem principal, um especialista forense em padrões de espalhamento de sangue da polícia de Miami que, nas horas de folga, persegue e mata assassinos que de alguma forma escaparam da justiça. Ele é um serial killer cheio de princípios que, de certo modo, está fazendo do mundo um lugar melhor.Se isso soa sombrio, é porque realmente é. E também é, surpreendentemente, engraçado, legal e intrigante.”*

Dex

Há alguns anos meu irmão veio com um seriado pra eu assistir “Dexter”. O primeiro episódio passou muito tempo no meu computador sem que eu me sentisse atraída para assisti-lo. Afinal, porque eu ia querer ver um seriado de Serial Killer?

Pois bem, um dia meu irmão assistiu comigo o bendito episódio, “Today is the day, and will happened again, and again”. Essa frase marca Dexter Morgan para mim.

Acabei assistindo todos os episódios e chorei como um bebê no último episódio da última temporada, porque como Dexter mesmo se define, ele é um monstro único. Ele nos faz ter empatia por um psicopata.

Atualmente estou lendo “Duplo Dexter”. Sempre soube que Dexter era inspirado em livros, mas confesso: eu prefiro a série. O livro é bem diferente, ele convive com um irmão, a filha dele é uma menina, e a Debra tem um filho (citando aqui bem por alto para não estragar surpresas). Além disso achei o livro arrastado e até entediante. O final me agradou bastante, foi um final clássico de Dexter. Acho que a história era ótima, só que o jeito arrastado de contar a história que cansava. Por fim no livro mostra ele sendo como uma pessoa má, e essa não é a imagem que o seriado passa. No contexto geral e fazendo todas as ressalvas, ao final eu gostei do livro.

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Recentemente também comecei a assistir “Dupla Identidade”, mas o Edu apenas me deu medo, não consegui sentir empatia por ele, diferentemente do Dex.

Porém meu texto hoje não é uma resenha e todos esses meus comentários sobre Dexter são apenas uma introdução. Hoje o que eu quero falar é sobre o carga de escuridão que todos tem dentro de si.

O Dexter pensa que faz mal a todos que ele ama, ele trata a parte sombria dele como “Dark Passenger”, o Passageiro Sombrio. Claro que a maioria das pessoas não são seriais killers como ele, mas creio que posso afirmar: todos nós temos nosso passageiro sombrio.

Ninguém é 100% virtude, ninguém durante toda a vida nunca teve pensamentos obscuros, verdadeiramente sombrios sobre si ou para os outros? E não, isso não é totalmente errado. É apenas humano. Obviamente não devemos fazer mal a ninguém, muito menos sair por ai matando pessoas, mesmo que seja num sentido justiceiro como o de Dexter Morgan.

O que eu quero dizer é que todos somos luz e sombra e aceitar quem somos na plenitude nos ajudará inclusive a fazer as escolhas mais acertada.

Todos nós carregaremos para sempre nosso “Dark Passenger” e ele pode ser um fardo ou um amigo. Tratando-o como um fardo, ele pesará muito mais. Porém se for um amigo, nós o ouviremos, e a seguir julgaremos nossos pensamentos e a luz que carregamos iluminará nossa parte sombria tal como o sol produz sombra sem deixar de ser fonte de vida.

Sejamos pequenos sóis de nós mesmo. Aceitando que ao iluminar, inevitavelmente produziremos sombras.

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*A sinopse e a primeira imagem foram retiradas da internet.
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Um pensamento sobre “Todos têm seu Passageiro Sombrio

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