Resenha: Carta de amor aos mortos – Ava Dellaira

Oi gente!

Eu tinha me prometido que eu não ia começar, pela milésima vez me justificando pela ausência mas aqui estou eu de novo. No último mês arrumei um emprego (finalmente) e me mudei. Então fiquei um bom tempo sem internet, e muito sem tempo. Agora consegui me organizar, um pouco, e apesar da correria, vim falar sobre Carta de amor aos mortos.

Eu li esse livro no carnaval e ele me tocou imensamente. Acho o nome dele meio mórbido, chocante aos que não conhecem a história, mas vale muito a pena ser lido.

Ele conta a história da Laurel, uma adolescente que está lidando com a morte da irmã mais velha. E ela faz isso escrevendo cartas para várias personalidades. Entendo que o livro conta uma evolução da Laurel, ela vai amadurecendo no decorrer das cartas, e isso acontece de uma forma que nós vamos compreendendo junto com ela o que aconteceu.

Eu terminei o livro com os olhos cheios de água, gosto disso, de livros que me tiram algo a mais. Como sempre, seguem alguns trechos (eu marquei quase o livro todo, mas prometo resumir):

” – Por que algumas coisas são mais difíceis de perder que outras?”

– Por causa do amor, claro. Quanto mais se ama alguma coisa, mais difícil é perder. […] Sabe, acho que, quando você perde alguma coisa próxima, é como perder a si mesmo. É por isso que, no final, até escrever fica difícil para ela. Ela quase não sabe como fazer. Porque quase não sabe quem ela é.”

“Mas na vida, a gente nunca tem certeza do que vai acontecer, mesmo que planeje tudo. Pode haver uma reviravolta, acontece sempre.”

“O que falei sobre salvar as pessoas não é verdade. Você pode achar que quer ser salva por outra pessoa, ou que quer muito salvar alguém. Mas ninguém pode salvar ninguém, não de verdade. Não de si mesmo. Você pega no sono no pé da montanha, e o lobo desce. E você espera ser acordada por alguém. Ou espera que alguém o espante, Ou atire nele. Mas, quando você se dá conta de que o lobo está dentro de você, é quando você entende. Não pode fugir dele. E ninguém que ama você consegue matar o lobo, porque ele faz parte de você. As pessoas veem seu rosto nele. E não vão atirar.”

“Um amigo é alguém que dá liberdade total para você ser você mesmo – e especialmente para sentir ou não sentir. Qualquer coisa que você sinta naquele momento está bom para ele. É o que o amor verdadeiro significa – deixar alguém ser ele mesmo. Obrigada por dizer isso, porque tenho pensado no assunto. Acho que há muito tempo estou tentando me sentir como acho que devo, em vez de ser quem realmente sou.”

” Você acha que conhece alguém, mas essa pessoa sempre muda, e você também está em transformação. De repente entendi que estar vivo é isso. Nossas próprias placas invisíveis se movem em nosso corpo e se alinham à pessoa que vamos nos tornar.”

Pronto gente, eu botei só as que achei mais “lição de vida” digamos assim. Mas adorei a história toda. Como eu disse antes, a Laurel amadurecendo no decorrer do livro; o Sky e seus mistérios; o drama dela com a mãe dela – admito que eu adorei essa parte; a relação dela com o pai, a tia, os amigos, enfim, gostei muito da Laurel e da forma como a autora conseguiu deixar ela tão humana, tão possível.

Recomendo muito a leitura!

Beijos

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