Resenha: A garota que você deixou para trás

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A Garota que você deixou para trás foi o terceiro livro da Jojo Moyes que eu li. Depois de Como eu era antes de você eu virei fã da escritora e passei a querer ler todos os livros dela, mesmo que eu esteja muito sem tempo para leituras.

Então há um mês eu comecei a ler esse livro e eu gostei MUITO dele.

Quando eu li A última carta de amor, acho que eu estava com muita expectativa, eu tinha lido Como eu era antes de você e me apaixonado, então esse segundo livro não ganhou meu coração.

Em compensação, A garota que você deixou para trás é um livro maravilhoso! Mais ao estilo de A última carta de amor, mas com a emoção que o Como eu era antes de você trás.

Não tem como não admirar Sophie Lefreve e seu amor pelo marido. Mesmo sentimento que a Liv tem pelo falecido marido muitos e muitos anos depois. A admiração da Liv pelo quadro pintado da Sophie e como ela leu aquela mulher que nunca conheceu.

Eu adorei a história, senti ela, chorei com ela, me tocou mesmo!

Vamos a alguns trechos:

“- Sabe, vou lhe contar uma coisa sobre ter sido casada cinco vezes. Ou ter tido cinco maridos e continuar amiga dos ex que ainda vivem – são três. Isso ensina tudinho sobre amor. […] O que isso ensina à gente, Sr. McFafferty, é que na vida há coisas muito mais importantes do que ganhar.”

“- Dá para imaginar que você estava dormindo enquanto a pessoa que você mais ama morria ao seu lado? Sabendo que talvez houvesse algo que você pudesse  fazer para ajudá-la? para salvá-la? Sem saber se ela estava olhando para você, pedindo em silêncio para…[…] Achei que o mundo tivesse realmente acabado. Achei que nunca mais poderia acontecer nada de bom. Pensei que o mundo tivesse realmente acabado. Achei que nunca mais poderia acontecer nada de bom. Pensei que qualquer coisa poderia acontecer se eu não estivesse vigilante. […] Mas sobrevivi, Paul. Para minha surpresa, consegui superar. É a vida…bem, aos poucos vou conseguindo viver de novo. Então isso…o quadro, a casa… Percebi quando ouvi o que aconteceu com Sophie. São só coisas materiais. Eles poderiam levar tudo, francamente. Tudo que importa são as pessoas. Só o que importa mesmo é quem a gente ama.”

“-Eu sei como as coisas podem mudar, Greg, como as coisas que você jura que não vão incomodá-lo no início podem acabar destruindo o que é bom. Eu sei como a perda das coisas que a gente gosta pode não sair da nossa cabeça. Não quero que a Liv me olhe um dia se esforçando para não pensar: Você foi o cara que arruinou a minha vida.”

“-Estamos muito orgulhosos de você, sabia?

– Porquê? Eu falhei, pai, A maioria das pessoas acha que eu nem deveria ter tentado.

-Simplesmente porque você vai tocando o barco, de verdade. Às vezes, minha querida, isso em si é heroico.”

“- É por isso que não gosto de ter muita coisa. Quando eu estava no abrigo, as pessoas viviam afanando o que a gente tinha. Não importava onde a gente deixasse. Embaixo da cama, no armário, elas esperavam a gente sair, e aí vinham e pegavam. A tal ponto que a gente nem queria sair, de medo de perder as coisas. Imagine só.

– Imaginar o quê?

– O que a gente perde. Só tentando se agarrar a umas poucas coisas”

Super recomendo a leitura. É um livro tocante. A história da Sophie se passa na 1ª Guerra Mundial, e é emocionante ver o que acontece lá…O quadro, e tudo que ele expressa para todos os personagens do livro. Eu adorei.

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