Resenha: As Sete Irmãs – Lucinda Riley

“Nunca deixe o medo decidir seu destino.”

Eu ganhei esse livro há quase um ano. Havia lido um livro da Lucinda e gostei da forma como ela escreve, misturando passado e presente e até um certo misticismo. Com essa impressão fui pesquisar outros livros dela e comprei o Sete Irmãs pela sinopse.

Não me arrependo, nem por um segundo.

A história é muito boa e chama para muito mais.

Para começar, o livro faz parte de uma série que está sendo escrita pelo autora. Cada livro vai falar sobre uma das irmãs.

As Sete Irmãs são uma livre adaptação acerca da lenda das Sete Irmãs, no site da autora ela fala sobre cada uma das 07, sobre a lenda e sobre a inspiração para a criação da personalidade de cada uma delas.

Maia, Alcione (Ally), Star, Ce-ce, Tiggy, Electra e a irmã perdida, Mérope.

No primeiro livro conhecemos Maia e ficamos sabendo um pouco de cada uma das irmãs e de Pa Salt, o pai adotivo delas.

As irmãs foram criadas em Atlantis, com todo o amor e conforto trazido pelo seu genitor adotivo.

Aliás, aqui fica meu primeiro afeto pelo livro, seja lá qual for o mistério e a personalidade de Pa Salt (o que só deve ser conhecido no último livro), ele foi um pai amoroso para suas 07 meninas, fazendo-as muito feliz e criando-as como um ótimo pai. E, principalmente, ele conhecia cada uma das suas meninas, sabia seus medos. Ao meu ver, no primeiro livro, um pai admirável.

Maia, a mais velha das irmãs, resolveu ficar em Atlantis com seu pai, e o livro começa justamente com a morte do pai delas, o que doeu em mim, desde as primeira páginas do livro.

Pa Salt deixa uma mensagem para cada filha, a de Maia é: “Não deixe o medo decidir seu destino”. E é isso que move a primeira irmã.

Maia então vai descobrir sobre seu passado e descobre que nasceu no Rio de Janeiro. Então passamos a conhecer a história de Bel, e um ponto que achei muito interessante, passamos a conhecer a história da construção do Cristo Redentor.

Como uma obra daquele tamanho foi construída no alto de uma montanha? Como eu nunca tinha me feito esse pergunta? E, aposto, você também não.

Mas o Cristo foi construído com mosaicos de pedra sabão, feito pelas mulheres da época, e contém diversas orações no seu interior. O molde foi feito por um escultor francês.

Eu não posso contar aqui a história da Maia, ou da Bel, mas é um livro muito bacana, cheia de histórias muito bem construídas, que recomendo imensamente a leitura.

Estou louca pelo próximo livro, a história de Ally, que deve ser lançado em novembro desse ano.

Segundo Lucinda, é um projeto de 10 anos de duração e pretendo ler todos e saber a história de cada uma das irmãs, sua personalidade e também, a história do misterioso Pa Salt.

Quem tiver interesse em saber um pouco mais, no site da Lucinda Riley tem maiores informações sobre a lenda, mas vai fazer mais sentido com a leitura.

O livro foi tão intenso que não marquei muitos trechos, mas aqui vão alguns:

“Para ser honesta, Electra, não acredito que você, algum dia, possa colocar um ponto-final em sentir falta de quem amou.”

“Maia, por favor, mesmo que você não acredite em nada, tente entender que o luto é pelas pessoas que ficam. Por nós. Todos lamentamos por nós mesmo e pela nossa perda. E você não deve se sentir culpada por isso.”

“Acho que geralmente não merecemos o que temos. Mas talvez no futuro tenhamos o que merecemos.”

“Agora vá viver sua vida, senhorita. Talvez tenha aprendido, com a história de sua família, que todo momento é precioso.”

Os livros dela são longos, mas valem a pena cada página lida, eu particularmente gosto desse jogo entre passado e presente e desse tom místico.

Recomendo a leitura.

Beijos

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