Resenha: Em Busca da Cinderela – Colleen Hoover

“Decida o que você quer ser e simplesmente seja.”

Acho que estou me tornando um pouco repetitiva, mas duas autoras realmente me ganhara, e são elas: Colleen Hoover e Jojo Moyes.

Da Colleen, por enquanto só li os da série Hopeless, por pura falta de tempo, porque tenho vontade de ver as escrita dela sobre outras histórias. Eu comecei com Caso Perdido (resenha aqui) onde conhecemos a história da Sky e seu romance com o Holder. Depois eu li Perdendo a Esperança (resenha aqui) onde tem toda a história do Holder, seu romance com a Sky e a relação dele com a Less, sua irmã gêmea, que cometeu suicídio. E por incrível que pareça, nesse livro tem muitas nuances diferentes, apesar dos trechos iguais, não fica repetitivo em momento algum.

Em busca da Cinderela foi um “presente” da Colleen pros fãs da série. Ela conta a história do romance da Six (melhor amiga da Sky) com o Daniel (melhor amigo do Holder), tudo pela visão do Daniel.

Porém antes de entrar nessa história, a Colleen conta um pouco da sua história de Cinderela. De quando ela deixou de ser “apenas” a mãe de família e se dedicou a realizar o seu sonho de ser escritora. Ela conta como a vida dela mudou. Ela nos mostra que nunca é tarde demais e que desculpas como “eu não tenho tempo” não são nada mais do que desculpas, porque temos medo de acreditar e ir atrás dos nossos sonhos.

“Na realidade, eu só não estava indo atrás do meu sonho por achar que sonhos não passavam disso…de sonhos. Eram inatingíveis. Irreais. Infantis.

Mas, voltando à história da Cinderela. Não posso contar a história para vocês, mas é um romance muito bacana, leve, um amor que surge de uma forma rápida, mas muito bem construída, que não assusta pela intensidade, e também não fica falso. E eles são muito legais juntos.

É uma história curta, mas muito bacana de se ler.

Recomendo.

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Sobre comer, AMAR e Rezar

Então, essa semana quando eu estava pensando em um post, eu pensei em fazer uma resenha sobre o livro Comer, Rezar e Amar, escrito pela Elizabeth Gilbert, em 2006.

Na verdade eu li o livro em 2010 ou 2011, período em que eu estava precisando de um livro de auto-ajuda.

Eu não gostei de todo o livro, achei a parte do “rezar” muito chata, mas tem trechos do “comer” e do “amar” que caiam como uma luva para mim.

Acontece que quando eu estava lendo as partes do livro que transcrevi, eu percebi que muitas coisas que eu marquei eram sobre o “vício” que a protagonista tinha por um namorado, e achei que essa parte era ainda mais interessante que os outros tópicos: o vício amoroso.

Acredito que em um certo nível, normalmente aceitável, quando estamos apaixonados, estamos viciados na pessoa. Como uma droga mesmo. Sentimos necessidade, sentimos quase uma abstinência. A questão é saber quando esse sentimento deixa de ser saudável.

Um relacionamento são duas pessoas, então se você está deixando de ser você mesma e está se tornando apenas “a namorada do fulano”, isso está errado!

Pare para pensar: ele sabe os seus gostos? Cantor preferido? Música que é a tua cara? Melhor amiga? Livro favorito? Hobby? Se ele não sabe, se você mesma não sabe, cuidado!

E não vem dizer “o meu melhor amigo é o meu amor”, tudo bem, meu namorado é, também, meu melhor amigo, mas vocês devem e precisam ter outros melhores amigos, pelo bem da relação. Hobby: “ficar com meu namorado”, sim! É ótimo, maravilhoso, eu também adoro! Mas não tem mais nada? Algo que seja teu e de mais ninguém? Isso é necessário, e acreditem, os namorados vão gostar disso. Os homens no geral gostam de mulheres independentes, pelo menos aqueles que escolhem uma companheira, e não uma marionete.

Se o seu namorado quer uma companheira, ele quer te conhecer, ele quer te admirar, ver teu crescimento, gostos e até manias. Não perca sua personalidade por medo de perder o seu amor.

Voltando ao livro, vou transcrever um pouquinho aqui:

“O vício é a marca de toda história de amor baseada na obsessão.”

“Quando a droga lhe é retirada, você imediatamente adoece, louco em crise de abstinência (sem falar no ressentimento com o traficante que incentivou a adquirir o vício e agora se recusa a fornecer a droga) o estágio seguinte é você esquelética e tremendo num canto, sabendo apenas que venderia sua alma só para ter aquilo mais uma vez que fosse.”

“Então é isso. Você chegou ao ponto final da obsessão amorosa – a completa e implacável desvalorização de si mesma”

“David era ao mesmo tempo meu imã e minha criptonita”

“É melhor assim, eu sei. Estou escolhendo a felicidade em lugar do sofrimento, eu sei que estou. Estou criando espaço para o futuro desconhecido encher minha vida com surpresas que ainda está por vir. Eu sei tudo isso. Mas mesmo assim… É David. Eu agora o perdi.”

 

Além dessa parte de superar o vício amoroso da autora, ela parte para a viagem dela, em busca de auto conhecimento de amadurecimento (sobre o que vou falar em outro texto), que também é muito interessante no livro. E claro, após se encontrar, a Liz encontra um novo amor.

Porém nessa nova fase, nessa nova Liz, é outro relacionamento, que não é baseado na obsessão. E isso só foi possível pela jornada de autoconhecimento dela, pelo amadurecimento, por ela ter se completado, para após encontrar um parceiro de vida.

E, ela nos passa uma receita.

“Conheço uma cura para coração partido: vitamina E, dormir bastante, beber bastante água, viajar para um lugar bem longe da pessoa que você amou, meditar e ensinar a seu coração que isso é o destino.”

E nos traz duas considerações muito legais:

“O amor é sempre complicado. Mas, mesmo assim, os seres humanos precisam tentar se amar. A gente precisa ter o coração partido algumas vezes, isso é um bom sinal, ter o coração partido, quer dizer que a gente tentou alguma coisa.”

“Perder o equilíbrio, as vezes, por causa do amor faz parte de uma vida equilibrada.”

E depois de estar se relacionando com seu novo amor, a autora trás duas frases, com as quais eu me identifico muito – além de muitas outras, mas essa em especial:

– Algumas vezes queria que você fosse uma menininha perdida, que eu pudesse pegar no colo e cuidar. Mas você não é uma menininha perdida, é uma mulher com uma carreira e uma ambição. Você é o perfeito caracol. Carrega sua casa nas costas. Deveria agarrar essa liberdade pelo máximo de tempo possível.

Não tenho certeza do que quero. Sei que existe uma parte de mim que sempre quis ouvir um homem dizer: ‘deixe eu cuidar de você pra sempre’, e nunca ouvi isso de ninguém antes. Ao longo dos últimos anos, desisti de procurar essa pessoa e aprendi a dizer essa frase para mim mesma, especialmente nos momentos de medo.

Resenha: As Sete Irmãs – Lucinda Riley

“Nunca deixe o medo decidir seu destino.”

Eu ganhei esse livro há quase um ano. Havia lido um livro da Lucinda e gostei da forma como ela escreve, misturando passado e presente e até um certo misticismo. Com essa impressão fui pesquisar outros livros dela e comprei o Sete Irmãs pela sinopse.

Não me arrependo, nem por um segundo.

A história é muito boa e chama para muito mais.

Para começar, o livro faz parte de uma série que está sendo escrita pelo autora. Cada livro vai falar sobre uma das irmãs.

As Sete Irmãs são uma livre adaptação acerca da lenda das Sete Irmãs, no site da autora ela fala sobre cada uma das 07, sobre a lenda e sobre a inspiração para a criação da personalidade de cada uma delas.

Maia, Alcione (Ally), Star, Ce-ce, Tiggy, Electra e a irmã perdida, Mérope.

No primeiro livro conhecemos Maia e ficamos sabendo um pouco de cada uma das irmãs e de Pa Salt, o pai adotivo delas.

As irmãs foram criadas em Atlantis, com todo o amor e conforto trazido pelo seu genitor adotivo.

Aliás, aqui fica meu primeiro afeto pelo livro, seja lá qual for o mistério e a personalidade de Pa Salt (o que só deve ser conhecido no último livro), ele foi um pai amoroso para suas 07 meninas, fazendo-as muito feliz e criando-as como um ótimo pai. E, principalmente, ele conhecia cada uma das suas meninas, sabia seus medos. Ao meu ver, no primeiro livro, um pai admirável.

Maia, a mais velha das irmãs, resolveu ficar em Atlantis com seu pai, e o livro começa justamente com a morte do pai delas, o que doeu em mim, desde as primeira páginas do livro.

Pa Salt deixa uma mensagem para cada filha, a de Maia é: “Não deixe o medo decidir seu destino”. E é isso que move a primeira irmã.

Maia então vai descobrir sobre seu passado e descobre que nasceu no Rio de Janeiro. Então passamos a conhecer a história de Bel, e um ponto que achei muito interessante, passamos a conhecer a história da construção do Cristo Redentor.

Como uma obra daquele tamanho foi construída no alto de uma montanha? Como eu nunca tinha me feito esse pergunta? E, aposto, você também não.

Mas o Cristo foi construído com mosaicos de pedra sabão, feito pelas mulheres da época, e contém diversas orações no seu interior. O molde foi feito por um escultor francês.

Eu não posso contar aqui a história da Maia, ou da Bel, mas é um livro muito bacana, cheia de histórias muito bem construídas, que recomendo imensamente a leitura.

Estou louca pelo próximo livro, a história de Ally, que deve ser lançado em novembro desse ano.

Segundo Lucinda, é um projeto de 10 anos de duração e pretendo ler todos e saber a história de cada uma das irmãs, sua personalidade e também, a história do misterioso Pa Salt.

Quem tiver interesse em saber um pouco mais, no site da Lucinda Riley tem maiores informações sobre a lenda, mas vai fazer mais sentido com a leitura.

O livro foi tão intenso que não marquei muitos trechos, mas aqui vão alguns:

“Para ser honesta, Electra, não acredito que você, algum dia, possa colocar um ponto-final em sentir falta de quem amou.”

“Maia, por favor, mesmo que você não acredite em nada, tente entender que o luto é pelas pessoas que ficam. Por nós. Todos lamentamos por nós mesmo e pela nossa perda. E você não deve se sentir culpada por isso.”

“Acho que geralmente não merecemos o que temos. Mas talvez no futuro tenhamos o que merecemos.”

“Agora vá viver sua vida, senhorita. Talvez tenha aprendido, com a história de sua família, que todo momento é precioso.”

Os livros dela são longos, mas valem a pena cada página lida, eu particularmente gosto desse jogo entre passado e presente e desse tom místico.

Recomendo a leitura.

Beijos

Resenha: A garota que você deixou para trás

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A Garota que você deixou para trás foi o terceiro livro da Jojo Moyes que eu li. Depois de Como eu era antes de você eu virei fã da escritora e passei a querer ler todos os livros dela, mesmo que eu esteja muito sem tempo para leituras.

Então há um mês eu comecei a ler esse livro e eu gostei MUITO dele.

Quando eu li A última carta de amor, acho que eu estava com muita expectativa, eu tinha lido Como eu era antes de você e me apaixonado, então esse segundo livro não ganhou meu coração.

Em compensação, A garota que você deixou para trás é um livro maravilhoso! Mais ao estilo de A última carta de amor, mas com a emoção que o Como eu era antes de você trás.

Não tem como não admirar Sophie Lefreve e seu amor pelo marido. Mesmo sentimento que a Liv tem pelo falecido marido muitos e muitos anos depois. A admiração da Liv pelo quadro pintado da Sophie e como ela leu aquela mulher que nunca conheceu.

Eu adorei a história, senti ela, chorei com ela, me tocou mesmo!

Vamos a alguns trechos:

“- Sabe, vou lhe contar uma coisa sobre ter sido casada cinco vezes. Ou ter tido cinco maridos e continuar amiga dos ex que ainda vivem – são três. Isso ensina tudinho sobre amor. […] O que isso ensina à gente, Sr. McFafferty, é que na vida há coisas muito mais importantes do que ganhar.”

“- Dá para imaginar que você estava dormindo enquanto a pessoa que você mais ama morria ao seu lado? Sabendo que talvez houvesse algo que você pudesse  fazer para ajudá-la? para salvá-la? Sem saber se ela estava olhando para você, pedindo em silêncio para…[…] Achei que o mundo tivesse realmente acabado. Achei que nunca mais poderia acontecer nada de bom. Pensei que o mundo tivesse realmente acabado. Achei que nunca mais poderia acontecer nada de bom. Pensei que qualquer coisa poderia acontecer se eu não estivesse vigilante. […] Mas sobrevivi, Paul. Para minha surpresa, consegui superar. É a vida…bem, aos poucos vou conseguindo viver de novo. Então isso…o quadro, a casa… Percebi quando ouvi o que aconteceu com Sophie. São só coisas materiais. Eles poderiam levar tudo, francamente. Tudo que importa são as pessoas. Só o que importa mesmo é quem a gente ama.”

“-Eu sei como as coisas podem mudar, Greg, como as coisas que você jura que não vão incomodá-lo no início podem acabar destruindo o que é bom. Eu sei como a perda das coisas que a gente gosta pode não sair da nossa cabeça. Não quero que a Liv me olhe um dia se esforçando para não pensar: Você foi o cara que arruinou a minha vida.”

“-Estamos muito orgulhosos de você, sabia?

– Porquê? Eu falhei, pai, A maioria das pessoas acha que eu nem deveria ter tentado.

-Simplesmente porque você vai tocando o barco, de verdade. Às vezes, minha querida, isso em si é heroico.”

“- É por isso que não gosto de ter muita coisa. Quando eu estava no abrigo, as pessoas viviam afanando o que a gente tinha. Não importava onde a gente deixasse. Embaixo da cama, no armário, elas esperavam a gente sair, e aí vinham e pegavam. A tal ponto que a gente nem queria sair, de medo de perder as coisas. Imagine só.

– Imaginar o quê?

– O que a gente perde. Só tentando se agarrar a umas poucas coisas”

Super recomendo a leitura. É um livro tocante. A história da Sophie se passa na 1ª Guerra Mundial, e é emocionante ver o que acontece lá…O quadro, e tudo que ele expressa para todos os personagens do livro. Eu adorei.

Resenha: Carta de amor aos mortos – Ava Dellaira

Oi gente!

Eu tinha me prometido que eu não ia começar, pela milésima vez me justificando pela ausência mas aqui estou eu de novo. No último mês arrumei um emprego (finalmente) e me mudei. Então fiquei um bom tempo sem internet, e muito sem tempo. Agora consegui me organizar, um pouco, e apesar da correria, vim falar sobre Carta de amor aos mortos.

Eu li esse livro no carnaval e ele me tocou imensamente. Acho o nome dele meio mórbido, chocante aos que não conhecem a história, mas vale muito a pena ser lido.

Ele conta a história da Laurel, uma adolescente que está lidando com a morte da irmã mais velha. E ela faz isso escrevendo cartas para várias personalidades. Entendo que o livro conta uma evolução da Laurel, ela vai amadurecendo no decorrer das cartas, e isso acontece de uma forma que nós vamos compreendendo junto com ela o que aconteceu.

Eu terminei o livro com os olhos cheios de água, gosto disso, de livros que me tiram algo a mais. Como sempre, seguem alguns trechos (eu marquei quase o livro todo, mas prometo resumir):

” – Por que algumas coisas são mais difíceis de perder que outras?”

– Por causa do amor, claro. Quanto mais se ama alguma coisa, mais difícil é perder. […] Sabe, acho que, quando você perde alguma coisa próxima, é como perder a si mesmo. É por isso que, no final, até escrever fica difícil para ela. Ela quase não sabe como fazer. Porque quase não sabe quem ela é.”

“Mas na vida, a gente nunca tem certeza do que vai acontecer, mesmo que planeje tudo. Pode haver uma reviravolta, acontece sempre.”

“O que falei sobre salvar as pessoas não é verdade. Você pode achar que quer ser salva por outra pessoa, ou que quer muito salvar alguém. Mas ninguém pode salvar ninguém, não de verdade. Não de si mesmo. Você pega no sono no pé da montanha, e o lobo desce. E você espera ser acordada por alguém. Ou espera que alguém o espante, Ou atire nele. Mas, quando você se dá conta de que o lobo está dentro de você, é quando você entende. Não pode fugir dele. E ninguém que ama você consegue matar o lobo, porque ele faz parte de você. As pessoas veem seu rosto nele. E não vão atirar.”

“Um amigo é alguém que dá liberdade total para você ser você mesmo – e especialmente para sentir ou não sentir. Qualquer coisa que você sinta naquele momento está bom para ele. É o que o amor verdadeiro significa – deixar alguém ser ele mesmo. Obrigada por dizer isso, porque tenho pensado no assunto. Acho que há muito tempo estou tentando me sentir como acho que devo, em vez de ser quem realmente sou.”

” Você acha que conhece alguém, mas essa pessoa sempre muda, e você também está em transformação. De repente entendi que estar vivo é isso. Nossas próprias placas invisíveis se movem em nosso corpo e se alinham à pessoa que vamos nos tornar.”

Pronto gente, eu botei só as que achei mais “lição de vida” digamos assim. Mas adorei a história toda. Como eu disse antes, a Laurel amadurecendo no decorrer do livro; o Sky e seus mistérios; o drama dela com a mãe dela – admito que eu adorei essa parte; a relação dela com o pai, a tia, os amigos, enfim, gostei muito da Laurel e da forma como a autora conseguiu deixar ela tão humana, tão possível.

Recomendo muito a leitura!

Beijos