Resenha: O lado bom da vida

O lado bom da vida, escrito por Matthew Quick, conta a história de Pat, um homem que sai de uma clínica de recuperação, o “lugar ruim” e volta para casa disposto a ser um homem melhor e reconquistar sua mulher após o “tempo separados”.

A história é contada de um jeito muito bacana, pela visão do Pat, com todos os esforços da mãe, do irmão e dos amigos dele para sua reabilitação. Admito para vocês que eu acho o pai dele muito babaca.

Voltando a falar do protagonista, acho uma lição de vida a forma como ele viu os erros que tinha cometido e decidiu se tornar uma pessoa melhor, se cuidar fisicamente, tomar os remédios, praticar ser gentil.

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Nesse contexto surge a Tiff, e eles criam um laço de amizade que só poderia existir entre duas pessoas tão machucadas e instáveis quanto eles. Eles ajudam um ao outro.

Quando vamos entendendo mais a história e a Tiff aceita ser intermediária entre o contato da Nikki com o Pat, quando ela conta o que houve com o marido dela, quando finalmente o Pat entende porque ele foi parar no “lugar ruim”, porque a Nikki não vai voltar, quando ele vê a nova família dela e segue em frente, vamos nós, leitores, entendendo também tudo que aconteceu com essas três pessoas.

Eu não vejo vilões ou mocinhos. Vejo pessoas com seus desafios, que nem sempre tomam decisões acertadas. São seres humanos possíveis e gosto disso em livros.

Li a história com facilidade e gostei muito de como a história foi desenvolvida. Não vi o filme, mas posso imaginar tanto os personagens e as situações, que nem senti vontade de assistir (embora o elenco seja fantástico).

Recomendo a leitura para quem estiver disposto a mais do que conhecer a história do Pat. Convido vocês para fazerem essa leitura buscando procurar o melhor em si mesmos para oferecer aos outros, pois assim nos tornamos melhores. Convido vocês para verem o Lado bom da vida, assim como o Pat.20141114_200938